MgO

Descrição do produto

Grande parte da capacidade brasileira de produção de alimentos, e a quase totalidade das áreas de possível expansão da agricultura empresarial (excetuando-se projetos de irrigação no semi-árido), concentram-se em regiões com predominância de solos ácidos, que apresentam altos teores de alumínio trocável e baixa fertilidade natural.!

Em Sistemas de Plantio Convencional (SPC) – aqueles que envolvem revolvimento do solo através de aração e gradagem – é comum a correção dos solos, e reposição de Ca e Mg, via utilização de calcário, pois esta técnica proporciona alta eficiência de aplicação com baixo custo de aquisição do insumo (preço médio próximo a R$ 50,00/t na maior parte das regiões agrícolas). Contudo, mesmo neste universo, é comum a ocorrência de quadros agudos de deficiência de Mg, principalmente em regiões que apresentem oferta predominante de calcário calcítico.

Contudo, desde o final dos anos 80, e de uma forma mais significativa a partir da segunda metade dos anos 90, a rápida expansão dos Sistemas de Plantio Direto (SPD) veio a alterar de forma importante e irreversível esse panorama. A impossibilidade de incorporação do calcário, devido à premissa de não revolvimento do solo, limita por razões técnicas incontornáveis seu uso para reposição de Ca e Mg aos sistemas de produção a baixa mobilidade do calcário no perfil faz com que seus efeitos benéficos não se concretizem em camadas subsuperficiais do solo – que continuam ácidas e com alta saturação de alumínio, limitando o crescimento de raízes e a absorção de água e nutrientes. Além disso, a concentração do calcário na superfície do solo (camada de 0 a 5 cm) provoca excessiva elevação de pH nessa faixa, e um fenômeno denominado “dispersão de argila”. Este fenômeno consiste na migração de minerais de argila em direção às camadas mais profundas do solo, provocando a obstrução de microporos e alterando fortemente algumas das principais características de sua estrutura, notadamente permeabilidade.

Como forma de superar essas dificuldades, a prática de “gessagem” (utilização de gesso (CaSO4), principalmente o residual, oriundo do processo de fabricação de fertilizantes fosfatados (Super Fosfato Simples, uper Fosfato triplo)) passou a ser adotada bem mais intensamente nos últimos 10 anos, e está fortemente relacionada à expansão da área cultivada com cana de açúcar, e do próprio plantio de grãos no cerrado, principalmente em SPD. Embora traga efeitos benéficos, sobretudo na lixiviação de nutrientes para camadas mais profundas, reposição de Ca e neutralização de Al, a largautilização do gesso agrícola apresenta também problemas importantes. Os principais deles relacionam-se às técnicas de recomendação (frequentemente equivocadas), à lixiviação excessiva de nutrientes quando utilizado em dosagens inadequadas e à falta de uma fonte de Mg, que acentua desequilíbrios entre as bases no complexo sortivo do solo.

Assim, nesse nicho de mercado (SPD), que representa hoje mais de 30 milhões de ha no Brasil, o MgO vem responder a demandas técnicas bem mais claras que as encontradas no universo dos Sistemas de Plantio Convencional. Quando se vê o MgO como um produto complementar ao gesso, que vem suprir suas deficiências através de uma aplicação conjunta ou mesmo isolada, e com isso permitir a substituição do calcário com vantagens técnicas e econômicas, infere-se numa abordagem bastante direta do mercado e sua rápida e compacta resposta.  O que faltava para este mercado pudesse ser abordado de forma eficiente era conhecimento técnico quanto aos resultados da aplicação do MgO. Esta deficiência está parcialmente suprida através dos resultados gerados no!
primeiro ano de cooperação entre a Ibar e a Embrapa Solos. Os primeiros resultados demonstram incremento significativo de produtividade em milho, soja (até 30% de aumento de produtividade em milho e soja cultivados em SPD) e pastagens a partir da aplicação isolada de MgO, ou associado ao Gesso.

Como o processo de expansão da cana de açúcar deverá estar intrinsecamente ligado à intensificação de pastagens (concentração de pastagens de alto rendimento em áreas menores, de forma a permitir a manutenção da rentabilidade da pecuária e liberar, ao mesmo tempo, grandes áreas para outros cultivos), passamos a tratar de um espaço territorial superior a 100 milhões de ha. Também este nicho apresenta grande demanda por MgO, como comprovaram os estudos da Embrapa Pecuária Sudeste, pois sua aplicação não só trouxe ganhos expressivos de!produtividade como permitiu reduzir a necessidade de utilização de outros fertilizantes, inclusive nitrogenados.

Enfim, diante da necessidade e importância de uma efetiva divulgação do óxido de magnésio como opção útil para a futura tomada de decisões técnicas por
profissionais envolvidos na produção agrícola, e reiterando o compromisso da Ibar com o desenvolvimento tecnológico para a utilização eficiente e responsável deste produto, colocamo-nos à vossa disposição para o envio de dados obtidos em diversos ensaios. Havendo ainda interesse, poderemos recomendar o contato com empresas e instituições que tenham experiência na aplicação do produto e que poderão testemunhar sobre sua credibilidade e eficiência agronômica.